Doloroso, mas necessário.
Era uma mulher linda e simpática,
por quem eu aprendi a nutrir muito carinho. Tinha uma queda por ela desde a
primeira vez.
Até que certo dia nos abraçamos. Aquilo
foi tão forte que quis repetir. Como ela mora a uns bons quilômetros de mim,
quis vencer a distância e investir numa conquista. Mesmo sabendo que não seria
nada fácil.
Numa festa, eu a revi. Veio
conversar comigo. O papo durou meia hora, e valeu por uma eternidade.
Dia desses, escrevi um texto em
sua homenagem e joguei no ar. Era cheio de entrelinhas, porque não queria expor
ninguém. Mandei pra ela.
Gostou e elogiou. Não percebeu!
Já fazia meses que não a via. No reencontro,
me recebeu com certa secura. Desanuviou depois, mas aquilo me entristeceu um
pouco.
Respirei fundo e procurei me
vencer e desenhar tudo. Aproveitei o melhor momento:
“Aquela era você”.
Sorriu e tentou rememorar
trechos. Mas ainda assim evitou mergulhar fundo.
Por essas e outras que devo
concluir que faltou conexão. E a pá de cal foi ela ter vindo cá pra perto e não dar sequer um sinal.
Quis ao menos ter a oportunidade de conversar. Conhecê-la. E que o tal “acaso” decidisse o que aconteceria. Mas a energia deve ser despendida com quem se interessa por mim. Convidei pra almoçar e pedi o telefone. Fui ignorado nas duas vezes.
Quis ao menos ter a oportunidade de conversar. Conhecê-la. E que o tal “acaso” decidisse o que aconteceria. Mas a energia deve ser despendida com quem se interessa por mim. Convidei pra almoçar e pedi o telefone. Fui ignorado nas duas vezes.
Então, basta! Cansei de ser desprezado. Digam ao povo que não, não
fico! Abro mão de tua beleza, mas nunca do meu amor-próprio. Sei que tenho
valor e vou em busca de quem realmente goste de mim.